PM de Moçambique apela jovens a afastar-se de grupos terroristas em Cabo Delgado

O primeiro-ministro de Moçambique está em Lichinga, na província do Niassa, onde lançou o apelo para que os jovens não se deixem aliciar pelos grupos terroristas que roubam e matam na província de Cabo Delgado, no extremo norte do país.

DR

Repórter Angola

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Foi num encontro com os deslocados na cidade de Lichinga que o primeiro-ministro moçambicano Carlos Agostinho do Rosário condenou os ataques terroristas e, a aos jovens e adultos lançou um apelo.

“Quando um jovem recebe aliciamento dizer não, Moçambique em primeiro lugar. Eu não posso receber esse aliciamento para depois degolar pessoas que não tem nenhuma culpa. Eu não posso receber esse dinheiro, esse aliciamento para provocar pessoas a serem deslocadas para passar fome e dificuldades como estamos a ver agora.”

Carlos Agostinho do Rosário falava no âmbito de uma visita de quatro dias que efectua a província de Niassa no norte do país, que acolhe 800 de um universo de mais de 500 mil deslocados que fogem dos ataques de grupos extremistas que se registam desde finais de 2017 em nove distritos da província de Cabo Delgado e que já provocaram acima de dois mil mortos.

“Esse é o primeiro trabalho que temos que fazer aqui em Niassa. Vigilância para que efectivamente não entrem aqui, não recrutem ninguém, não aliciem ninguém a dizer que tem emprego não sei onde, estão a falar mentiras quando depois disso aí, chegam lá dão armas para produzir a tal guerra que estão a dizer.”

Vigilância e denúncia são palavras de ordem deixadas pelo primeiro-ministro moçambicano aos reassentados no centro de acomodação de Malica na cidade de Lichinga.

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