Morreu Desmond Tutu, figura icónica da luta anti-apartheid e Nobel da Paz

Morreu este domingo, 26 de Dezembro, o arcebispo sul-africano Desmeond Tutu, figura icónica da luta anti-apartheid e tido como a consciência moral do seu país. A sua morte desencadeou uma série de homenagens um pouco por todo o mundo. Tutu, o Nobel da Paz em 1984, desfrutava de um prestígio mundial devido ao seu empenho na luta contra o sistema de apartheid.

AFP

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A morte de Desmond Tutu, aos 90 anos de idade, foi anunciada pelo Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa que prestou homenagem ao também Nobel da paz, pelo seu contributo à luta contra o apartheid e a favor de um país democrático, livre e sem segregação.

 

De acordo com o chefe de Estado sul-africano, o falecimento de Desmond Tutu é mais um capítulo do luto e do adeus da África do Sul, à uma geração de extraordinários sul-africanos que legaram a Nação, um país libertado.

 

Cyril Ramaphosa afirmou que o arcebispo anglicano foi um patriota sul-africano, ímpar, bem como um líder de princípios e do pragmatismo, que deu um significado a visão bíblica, segundo a qual a fé sem os actos morre.

 

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Incansável adversário do regime racista de apartheid, Desmond Tutu, foi também um combatente intransigente pela justiça. Foi ele, em 1994, quem cunhou e popularizou o termo ” Rainbow Nation” (Nação Arco-Iris).

 

Desmond Tutu faleceu devido à um cancro da próstata, contra o qual era tratado desde 1997.

 

O arcebispo da Igreja anglicana, Desmond Tutu, também conhecido pelo seu lendário bom humor, nasceu na pequena cidade de Klerksdorp, a oeste de Joanesburgo, a 7 de Outubro de 1931.

 

Ele era membro do grupo dos “Idóneos” (The Elders), autoridade moral estabelecida por Nelson Mandela em 2007, do qual faziam parte várias personalidades mundiais, nomeadamente, o ex-secretário geral da ONU, Koffi Annan.

Empenhado vigorosamente na luta contra o regime de apartheid no seu país e crítico sobre a corrupção vigente no seio da classe política sul-africana, Desmond Tutu, foi premiado com o Nobel da paz, em 1984.

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