Moçambique – SADC convoca cimeira extraordinária sobre Cabo Delgado

Chefes de Estado e de Governo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral vão reunir-se em janeiro para discutir os ataques armados no norte de Moçambique.

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Repórter Angola

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A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) convocou para janeiro a cimeira extraordinária para discutir os ataques armados em Cabo Delgado. A informação foi avançada esta segunda-feira (14.12) pela chefe da diplomacia moçambicana, Verónica Macamo.

A decisão foi tomada durante a reunião de consultas de alto nível da SADC, em Maputo. Além do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, participaram da reunião os presidentes Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Mokgweetsi Masisi, do Botswana, e Emmerson Mnangagwa, do Zimbabué, bem como a vice-Presidente da Tanzânia, Samia Sulihu.

“A reunião de consultas de alto nível acordou que a cimeira vai abordar a questão da segurança em Moçambique”, frisou Verónica Macamo, momentos após o fim do encontro na Presidência da Republica, em Maputo, sem avançar mais detalhes sobre a cimeira.

A província de Cabo Delgado está sob ataque de insurgentes desde 2017. Algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo terrorista “Estado Islâmico”. A violência está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

Combate à Covid-19

Além da insegurança em Cabo Delgado, a reunião de consultas de alto nível debateu a cooperação regional e a vacina contra a Covid-19.

“A reunião abordou formas de coordenação regional para fazer face à pandemia de Covid-19, tendo acordado na convocação de uma cimeira extraordinária, a ter lugar na África do Sul,  para definir uma estratégia regional de aquisição e distribuição de vacinas”, acrescentou Verónica Macamo.

Moçambique assumiu em agosto a presidência em exercício da SADC na cimeira anual da organização, que este ano decorreu em formato virtual por causa da pandemia.

Em África, há mais de 2,3 milhões de infetados em 55 países, além de 56.338 mortos confirmados devido ao novo coronavírus.

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