Líder do PAIGC diz que ninguém pode subtrair direitos e liberdades “a seu bel-prazer”

O líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou hoje que ninguém pode subtrair direitos e liberdades de um cidadão a seu bel-prazer.

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Lusa

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Domingos Simões Pereira falava no aeroporto internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes de viajar para Lisboa.

 

O líder do PAIGC foi impedido de viajar em 23 de julho na sequência de uma ordem do procurador-geral da República, considerada esta semana “nula” e “sem nenhum efeito” pelo Tribunal da Relação da Guiné-Bissau.

 

Em declarações aos jornalistas, Domingos Simões Pereira disse que é um cidadão livre, que viaja quando quer e volta quando quer.

 

“Sou um cidadão livre, como sempre fui. Se houver algum impedimento para viajar não será uma questão de vida ou morte para mim”, reafirmou o político.

 

Simões Pereira criticou a decisão da Procuradoria-Geral da República, tendo assegurado que todos os cidadãos guineenses deviam sentir vergonha de ter alguém que não honra a sua responsabilidade.

 

Questionado sobre as declarações do procurador-geral da República, Fernando Gomes, que afirmou não concordar com a decisão do Tribunal da Relação, mas que vai cumprir, Domingos Simões Pereira salientou que “já devia cumprir”.

 

“Ninguém pode subtrair os direitos e liberdades de um cidadão a seu bel-prazer”, disse.

 

Domingos Simões Pereira afirmou ainda que o juiz veio fazer exatamente aquilo que o procurador-geral da República devia conhecer, porque “a vocação do procurador-geral é proteger os direitos fundamentais e não ser chamado à ordem por um juiz”.

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