Guiné-Bissau: enfermeiros encetam greve de sete dias

Em plena pandemia de covid-19, os enfermeiros encaminharam hoje uma greve de sete dias para reclamar melhores condições de trabalho e o pagamento de subsídios em atraso, sendo apenas garantido o serviço mínimo durante este período.

DF

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Após várias ameaças, os sindicatos do pessoal da Saúde Pública, decidiram mesmo avançar para a greve geral. Durante sete dias não haverá assistência de enfermeiros, parteiras e outros colaboradores que operam no Hospital Simão Mendes e nos centros de saúde de toda a Guiné-Bissau.

Os sindicatos dizem que estão cansados de promessas não cumpridas por parte de sucessivos governos e ainda que o caderno reivindicativo que apresentaram não obteve resposta desde há vários meses.

No essencial, os sindicatos de enfermeiros e outros técnicos da Saúde Pública, exigem do Governo o pagamento de um conjunto de subsídios, complemento salarial que é dado ao pessoal médico sobretudo nesta altura da crise sanitária provocada pela pandemia da covid-19.

Em várias ocasiões os técnicos da Saúde já se queixaram de falta de meios de trabalho para lidar com a covid-19.

Também exigem melhorias de condições laborais e cumprimento de dispositivos legais sobre a progressão na carreira.

Yoyo Correia, presidente do SINETSA, Sindicato de Enfermeiros e Técnicos da Saúde, pediu a compreensão dos utentes dos hospitais e centros médicos do país e disse que a greve visa levar o Governo e melhorar as condições de trabalho, motivar os técnicos para que possam assistir ainda melhor a população.

Durante os sete dias da greve, haverá serviços mínimos.

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