Eleições presidenciais na Tanzânia entre a desordem e acusação de matanças

O principal candidato da oposição à Presidência na Tanzânia, Tundu Lissu, denunciou quarta-feira (28.10) que há «irregularidades em grande escala» que ameaçam «a integridade da votação» nas eleições gerais que decorrem no país.

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AFP

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«As informações sobre a votação apontam para irregularidades em grande escala», declarou Lissu, numa mensagem publicada na rede social Twitter.
Tundu Lissu alertou ainda para a recusa em permitir a entrada de observadores nas secções eleitorais e a descoberta de urnas cheias, especialmente em Dar-es-Salam.
«Se isso continuar, uma acção democrática maciça será a única opção para proteger a integridade da eleição», avisou Lissu.
A Tanzânia, país com mais de 29 milhões de eleitores registados, vai esta quarta-feira (28.10) às urnas para eleger o Presidente do país, assim como o presidente do arquipélago autónomo de Zanzibar e respectivos parlamentos em eleições que culminam campanhas marcadas pela repressão da oposição e das liberdades.
O actual Presidente, John Magufuli, apelidado de “Bulldozer”, e cujo primeiro mandato foi marcado pela repressão e deriva autoritária do país, bate-se pela reeleição, contra Tundu Lissu, 52 anos, líder do Chadema, o maior partido da oposição, que regressou ao país em Julho, após três anos no exílio.
Os últimos dias antes das eleições ficaram marcados pela violência, com a oposição a acusar as autoridades de matarem pelo menos 10 apoiantes do Chadema.
No arquipélago semiautónomo de Zanzibar, regularmente palco de violência eleitoral e onde os eleitores votam não só para a eleição nacional, mas também para nomear o presidente e parlamentares do arquipélago, a situação tornou-se marcadamente tensa na terça-feira (27.10).
O candidato da oposição à Presidência do arquipélago Seif Sharif Hamad acusou as forças de segurança de terem matado 10 pessoas no local, o que a polícia nega.

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