Alpha Condé ex-presidente deposto abandona Guiné Conacri para tratamentos médicos

O antigo Presidente da Guiné-Conacri Alpha Condé deixou o país no início da tarde desta segunda-feira 17, para receber tratamento médico nos Emirados Árabes Unidos, depois de ter passado quatro meses preso pela junta militar que lhe tirou o poder, a autorização que lhe foi dada é de não ultrapassar 30 dias, tendo lhe sido enviado com dois guardas e um médico.

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Repórter Angola com Agências AP/AFP

Repórter Angola com Agências AP/AFP

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A saída de Alpha Condé do poder, em Setembro, aconteceu menos de um ano depois de ter concorrido e ganho as eleições para um terceiro mandato na Presidência, apesar dos protestos generalizados, que surgiram depois de uma alteração constitucional que lhe permitiu concorrer a um novo mandato.

No seguimento do golpe de Estado, a junta militar insistiu que Condé não iria ter autorização para deixar o país e ir para o exílio, apostando antes em julgá-lo por alegados crimes cometidos quando estava no poder.

Como saiu do País e em que condições?

Segundo informações da imprensa local, recolhidas pelo Repórter Angola, o avião que transportava Alpha Condé, um Gulfstream G-IV, descolou do Aeroporto Internacional Ahmed Sekou Touré no dia 17 de janeiro, no início da tarde. O chefe de Estado deposto é acompanhado por seu médico, Doutor Kaba, e dois guarda-costas.

O presidente da transição, Mamadi Doumbouya, anunciou em 31 de dezembro de 2021 que o autorizou a deixar o país para fazer exames médicos, “por um período de um mês”, a menos que os médicos aconselhem o contrário.

Desde o putsch de 5 de setembro, sua libertação tem sido uma das principais solicitada e controverso pela CEDEAO e uma fonte de bloqueio com a junta governante. Várias opções foram mencionadas quanto ao seu destino, incluindo Turquia, Costa do Marfim ou Catar. No final, a opção dos Emirados Árabes Unidos foi escolhida. Em particular, ele deveria receber tratamento médico lá para aliviar sua próstata de quadril, da qual ele se queixou.

Conforme planejado pelos militares, sua permanência em Abu Dhabi não deve ultrapassar um mês, podendo até durar apenas duas semanas, dependendo do resultado de seus exames.

 

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