África do Sul contabiliza 212 mortos em onda de violência

A agitação na África do Sul ceifou 212 vidas, informou o Governo na sexta-feira. Uma pessoa foi presa, acusada de instigar a violência. Clima é de retorno à normalidade.

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AFP

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Segundo a ministra da Presidência Khumbudzo Ntshavheni, a maioria das novas mortes ocorreu na província KwaZulu-Natal (KZN), o epicentro da violência. Na sexta-feira (16.07), o número de mortos nos violentos protestos nesta província costeira e na zona urbana de JoanNtshavheni acrescentou que a situação estava, entretanto, “a regressar gradual e firmemente à normalidade”.

 

Limpar e reconstruir

Os tumultos causaram uma destruição generalizada.

 

Este sábado (17.07), os residentes em Durban, na província duramente atingida de KwaZulu-Natal, varriam os destroços no centro comercial de Dube.esburgo e Pretória subiu de 117 para 212.

Muitos na província estão agora a passar fome, depois de lojas de alimentos terem sido saqueadas e queimadas, ou cortadas aos fornecedores com as estradas principais fechadas.

 

Agências de ajuda humanitária, instituições de caridade e igrejas começaram a transportar alimentos para pessoas necessitadas, incluindo doentes hospitalares e famílias.

Violência planeada

A violência começou com protestos contra a prisão do ex-Presidente Jacob Zuma, natural de KwaZulu-Natal (KZN).

 

Num discurso televisivo, na sexta-feira (16.07) à noite, o Presidente Cyril Ramaphosa, declarou que “utilizando o pretexto de um protesto político, os responsáveis por estes actos tentaram provocar uma insurreição popular”.

 

Ele disse que 12 pessoas tinham deliberadamente instigado os saques e a violência. Uma delas foi presa, disse o Presidente, enquanto uma busca pelas outras está em curso.

 

Ramaphosa também descreveu a agitação como “insurreição” no seu discurso, dizendo que aqueles que tinham coordenado os tumultos estavam a tentar desestabilizar a economia.

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